O Ano Santo da Misericórdia e a Indulgência Plenária


Data da Postagem: 15 de Junho de 2016

Desde a abertura do Ano Santo da Misericórdia, no dia 08 de dezembro de 2015, muitas pessoas perguntaram a respeito da Indulgência Plenária e também os meios para obtê-la. Talvez seja interessante percebermos, primeiramente, como o Ano Santo pode ser vivido de maneira mais ampla para sentirmos que a misericórdia de Deus pode ser obtida de muitas formas, entre elas está a Indulgência Plenária. No próprio documento de convocação do Ano Santo fala-se das ações pastorais para bem vivê-lo. Na prática, o caminho do ano da Misericórdia consta de diversas etapas:

1. Anunciar a misericórdia de Deus e realizar peregrinações;

2. Ir ao encontro de quem vive nas periferias existenciais para refletir e praticar as obras de misericórdia;

3. Perseverar na oração, no jejum e na caridade;

4. Realizar as “24 horas para o Senhor”;

5. Participar de peregrinação à Porta Santa;

6. Acolher os Missionários da Misericórdia enviados pelo Papa;

7. Perdoar de todo coração a todos e participar do Sacramento da reconciliação;

8. Superar a corrupção;

9. Receber a indulgência;

10. Participar da Eucaristia;

11. Fortalecer o Ecumenismo e o diálogo inter-religioso;

12. Converter-se.


Mas o que é a indulgência plenária? Vista a partir da “teologia da graça” e da comunhão dos santos, é sempre comunicação dos méritos de Cristo através da Igreja, em vista de remissão das penas temporais dos pecados. Através da Igreja que não apenas ora e intercede, mas por sua autoridade, distribui os méritos de Cristo e dos Santos, Deus mostra como que o “excesso” de sua misericórdia (cf. Paulo VI in Indulgentiarum doctrina). A quem contesta as indulgências, Jesus certamente responderia: “Não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja porque estou sendo bom? Para obter a Indulgência Plenária é preciso: Confessar-se; participar da Eucaristia e comungar e rezar nas intenções do Santo Padre, o Papa Francisco. Tudo isto deve ser feito no mesmo dia.

A peregrinação para se chegar à Porta Santa é um sinal peculiar do Ano Santo. A peregrinação será um sinal de que a própria misericórdia é uma meta a alcançar e que exige empenho e sacrifício. Deve ser acompanhada por uma peregrinação interior: “não julgueis, não condeneis, mas, perdoai” (cf. Lc 6,37-38). A peregrinação sinaliza também a proposta de uma conversão pastoral na perspectiva da misericórdia. A Porta Santa é uma porta pela qual o peregrino deve passar e simboliza a entrada em uma nova dimensão de vida segundo a misericórdia.  Na diocese de Paranavaí temos a Porta Santa em quatro paróquias: na Catedral Maria Mãe da Igreja; na Paróquia São Sebastião (as duas em Paranavaí); na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Loanda e na Paróquia Santo Antonio de Pádua de Terra Rica.

Finalizo evidenciando três conceitos sobre a misericórdia evocados pelo Papa Francisco na Misericordiae Vultus: Misericórdia é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado (MV, 2).