História da Paróquia


Atualizado: 11 de Junho de 2016

A presença do Carmelo no Paraná remonta ao ano 1709, quando os carmelitas de São Paulo fizeram uma fundação em Tamanduá, hoje município de Balsa Nova, que durou até quase a metade do século XIX. Estiveram presentes também na Fazenda Capão Alto, município de Castro, entre 1751-1770. No século XX fizeram duas tentativas de estabelecimento em terras paranaenses: Paranaguá (1915-1919) e Curitiba, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo do bairro Boqueirão (1954-1959).

Paranavaí tornou-se paróquia em 1950. Até esta data toda a grande região da paróquia de Paranavaí pertencia à paróquia de Mandaguari, que ficava mais ou menos 100 km distante e esta pertencia á Diocese de Jacarezinho. No dia 1º de setembro de 1951 o missionário carmelita alemão Frei Ulrico juntamente com o provincial do josefinos chegou a Paranavaí para no dia seguinte assumir a paróquia que foi entregue à ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Encontrou uma pequena igreja em reforma, sem telhado, com uma pequena torre e sem a luz do Santíssimo. Por esse fato, no dia seguinte, a santa missa foi celebrada na casa paroquial.No dia 9 de setembro de 1951 a igrejinha recebeu um novo telhado e o Salvador no tabernáculo. Frei Ulrico contava, cheio de emoção, quando no dia 9 de setembro de 1951 acendeu a luz do Santíssimo, ajoelhou-se diante de seu Amigo no tabernáculo e lhe prometeu que enquanto os carmelitas estivessem ali, a luz nunca se apagaria.

Era realmente só uma igrejinha. Por isso devia-se já bem cedo pensar numa nova construção. Também devia ser de madeira, isto é, suas paredes são de tábuas. Madeira havia em abundância naquela época. Na maioria dos casos só custava ir buscar a torra no mato e depois mandar serrá-la. Era uma imponente obra de 45m de comprimento por 18m de largura. Até mesmo uma torre foi acrescentada.No dia 3 de outubro de 1953 a igreja foi benta.

A paróquia inteira estava orgulhosa com a sua nova igreja e os padres do mesmo modo. Os cinco altares foram esculpidos pelo Frei Henrique. Para o altar-mor esculpiu o muito admirado crucifixo em tamanho maior que o natural. Também havia um coro para órgão – entretanto sem órgão -, um púlpito e uma capela de batismo. Enfim, havia tudo o que uma igreja precisava.Em toda a região a matriz de Paranavaí era e ficou a maior igreja de madeira.

Durante doze anos serviu à comunidade como casa de Deus. Sendo depois substituída por uma nova construção. Paranavaí cresceu e tomou a aparência de uma cidade. As primitivas casas de madeira foram sendo substituídas gradativamente por grandes construções. As ruas foram asfaltadas. A população da zona urbana aumentou para aproximadamente 30.000.Por isso foi necessário pensar seriamente na construção de uma nova matriz. Desta vez deveria ser algo mais definitivo e também vistoso. O arquiteto Dr. Carlos Kögl juntamente com seu colega húngaro Eugênio Szylagi foram incumbidos de fazer o projeto da nova construção. Em outubro de 1960 foi colocada a pedra fundamental.

Demorou 5 anos até que se pudesse mudar na nova casa de Deus. Considerando o tamanho da obra e principalmente o modo como foi financiada, deve-se admirar que tenha ficado pronta em tão pouco tempo. Criativamente deviam os padres responsáveis, Frei Ulrico na vanguarda, entrar em ação para “encontrar” o dinheiro necessário. A maior parte do financiamento foi levantada através das famosas festas da igreja e campanhas.

Durante semanas e mais semanas o padre se punha a caminho de manhã bem cedo até tarde da noite para ir de sítio em sítio, de fazenda em fazenda, de porta em porta pedindo ajuda.Finalmente na festa de Cristo Rei de 1965 foi inaugurada. Apesar do piso não estar pronto e ainda faltarem os bancos e mais algumas coisas, pôde-se mudar. O revestimento do piso, em mármore brasileiro, foi feito mais tarde com a contribuição dos fiéis.

No dia 7 de julho de 1968, foi empossado na igreja matriz o ordenado bispo, o monsenhor Benjamin de Sousa Gomes. Inicialmente por não ter uma própria casa, o bispo morou durante 2 anos no convento carmelita. Nos primeiros anos da década de 70 a igreja finalmente foi rebocada por fora.Não era só o SENHOR que precisava de uma casa, também seus “servos” precisavam. Quando Frei Ulrico chegou a Paranavaí em 1951, além da igrejinha encontrou uma “casa paroquial”. Era uma casa de madeira subdividida em 4 pequenos quartos. Para os primeiros tempos foi suficiente. Em outubro do mesmo ano chegou o irmão leigo Estanislau de Souza, proveniente da Província Carmelitana Pernambucana. Quando então no começo de 1952 chegou o primeiro reforço da Alemanha, a casinha ficou lotada. Por isso foi construído o primeiro convento em Paranavaí.

Era uma simples construção de madeira com 21m de comprimento. Havia 6 quartos, a portaria e instalações sanitárias. Uma varanda coberta acompanhava toda a extensão do convento. Não havia forro nos quartos. Em 1954 o convento foi ampliado com quarto de hóspede, refeitório e cozinha. Esta ampliação, no entanto, já foi feita com tijolos.Quando finalmente se construiu a nova igreja de alvenaria, pôde-se também construir um novo e definitivo convento. Da Província chegou o dinheiro necessário. Outra vez de acordo com o projeto dos arquitetos Kögl e Szylagi, de 1964 ao fim de 1965 foi levantado um espaçoso convento.

Durante o tempo em que o bispo morou no convento, em uma das salas funcionou a cúria da diocese. Hoje há ali uma livraria. Esta é propriedade do convento e é administrada pelos próprios padres.Como já foi mencionado em outro lugar, em 1971 surgiu à necessidade de se alojar em Paranavaí os seminaristas que concluíam o ginásio. Inicialmente eles moraram na parte de madeira do antigo convento. Entretanto este já tinha quase 20 anos e oferecia poucas condições para se morar.

Assim viu-se novamente a necessidade de se construir. Após a Província ter assumido o financiamento da construção, em maio de 1973 foi colocada a pedra fundamental. Já no dia 12 de agosto de 1974 pôde ser realizada a bênção festiva do seminário pelo bispo local. A espaçosa capela serve também como oratório dos padres.

Como vimos a Paróquia São Sebastião desde o seu inicio foi conduzida pelos freis Carmelitas tendo Nossa Senhora do Carmo como companheira, irmã e Mãe. Durante toda a história sempre tivemos a devoção a Nossa Senhora do Carmo recebendo graças por sua intercessão. Por isso que a Paróquia São Sebastião agora é também Santuário de Nossa Senhora do Carmo onde nos leva ao encontro com Deus Santo que nos santifica e nos acumula de graças.

Pedimos a Nossa Senhora do Carmo que cubra-nos com seu manto sagrado.

HISTORIA CARMELITANA: ARTIGOS E TEXTOS

1) Carmelitas no Paraná – Frei Wilmar Santin, O. Carm.

2) Histórias e Memórias de Paranavaí – Frei Ulrico Goevert, O; Carm. (tradução e notas Frei Wilmar Santin, O. Carm.)

3) Os 25 Anos dos Carmelitas da Província Germaniae Superioris no Brasil – Frei Joaquim Knoblauch, O. Carm. (tradução e notas Frei Wilmar Santin, O. Carm.)